A História da Sinagoga de Jerusalém:
(Um capítulo da história da família Back)
Através de história oral e alguma documentação escrita do Prof. Léon Back cataloguei esta história sobre seus antepassados Back que chegaram à Palestina em fins do séc. XIX.
Vovô Léon contava aos filhos e depois aos netos a história de um trisavô dele que vivia na Palestina, o Rabino Nissan Back que depois de sair de Safed chegou a Jerusalém (1843?) e comprou um terreno para construir uma Sinagoga.
Assim N. Back iniciou a construção de um lindo Templo na época em que a Palestina estava sob o domínio otomano. Quando a torre do templo estava sendo erguida, houve um grande problema.
O Governador Turco baixou um decreto que nenhum prédio israelita em Jerusalém poderia ser mais alto do que o Palácio do Governo Turco.
Nosso antepassado, o Rabi Back ficou desesperado, porque o projeto da torre da sinagoga era tal, que o templo ultrapassaria em altura da casa do governo
(ou a mesquita, não me recordo bem...) .
Enquanto o rabino pensava e estudava como fazer para resolver o problema, chegou à Jerusalém, para uma visita oficial ao governante otomano, o Imperador Francisco José da Áustria. E foi aí que o rabi conseguiu terminar sua sinagoga.
Back, além de respeitado pelo governador turco por sua sabedoria, era muito amigo do imperador austríaco. Na visita de boas vindas que fez ao monarca, relatou seu problema.
Francisco José ouviu o amigo e decidiu ajudá-lo. Deu ao rabino uma bandeira austríaca e mandou que ele hasteasse-a na torre da sinagoga e continuasse sua construção, porque assim o prédio da sinagoga estaria em território austríaco.
O rabino Back correu levando a bandeira e fez o que o imperador sugeriu. Em seguida continuou a construção como havia sido projetada. Os turcos não disseram nada e a Sinagoga Nissan Back ficou pronta.
Dizem que a bandeira da Áustria permaneceu por muitos e muitos anos no topo da torre do templo.
Mais de cem anos se passaram, Jerusalém foi dividida e, a Sinagoga ficou do lado árabe.
“Em 1967 com a reunificação de Jerusalém descendentes da família Back foram procurar a sinagoga e a encontraram! Estava semi- destruída. Os árabes a utilizaram como hospedaria, estrebaria e mictório.”
Com o auxílio do governo, membros da família conseguiram restaurar o prédio. Anos atrás (198...) uma sobrinha do Vovô Léon nos enviou uma fotografia onde ela aparece frente ao muro da Sinagoga. Ela está apontando para uma placa onde se lê claramente: Sinagoga Nissan Back. Familiares nossos em viagem a Jerusalém foram até o local e também a encontraram. Está numa zona da cidade antiga, e hoje não sei se ainda funciona como sinagoga, porque não temos tido mais contato com as novas gerações Back que vivem em Israel e na França. A última tia que mantinha correspondência comigo faleceu aos 85 anos em 1984 ou 85. Era a tia Marguerite Back, cunhada de Léon Back, que vivia em Paris.
Em 1997 no aniversário de 50 anos de Israel estivemos em Jerusalém e tentei encontrar a sinagoga, mas nossa guia nos disse que ela teria que procurar o local exato na cidade velha. Não tivemos tempo e não cheguei a conhecer o templo.
* Gladis Krimberg
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* Pesquisando sobre nossos antepassados na Internet, em 2008 Beatriz Back e eu chegamos a este
Blog:
Rabbi Yonah blogs at Jewlicious.com, and Blogshul.com
O Rabi confirma quase todos dados da História Oral que meu avô Prof. Leon Back nos contava. Tenho esperança que ainda vamos completar este quadro genealógico que vem desde as antigas Cruzadas.